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Arquitetura

Por que não é só plugar IA sobre dados para ter respostas e insights?

Este material explica onde esses projetos travam de verdade, por que o problema não é a query, e qual é a única camada da empresa onde a resposta já existe.

O problema

O caminho óbvio funciona na demonstração

A proposta usual é conectar a IA nos dados — banco, data warehouse, data lake — e deixar que ela consulte. Numa demonstração controlada, impressiona.

O que quebra em produção não é a query. É a ambiguidade.

Num ambiente real existem centenas de tabelas, várias carregando a mesma informação, colunas com nomes parecidos e três versões da mesma métrica. Quando alguém pergunta "qual foi o faturamento", não existe uma resposta certa na camada de dados — a resposta mora numa regra de negócio que nunca foi escrita ali.

E aí só há dois desfechos, ambos ruins: ou a IA escolhe uma tabela e erra em silêncio, o que é pior do que não responder — ou devolve um pedido de confirmação a cada pergunta.

O executivo não quer desambiguar. Ele quer a resposta. Duas ou três idas e vindas e ele não volta mais. É por isso que tanta prova de conceito encanta na demonstração e morre sem adoção.

A resposta padrão do mercado

Catálogo semântico — funciona na teoria

Documentar tudo, manter atualizado, garantir confiabilidade. No papel, resolve.

Na prática, catálogo simultaneamente completo, atual e confiável não é a realidade das empresas brasileiras — nem por estrutura, nem por maturidade. E isso não é crítica: é a consequência natural de times pequenos com fila cheia e prioridade de negócio todo mês.

A empresa precisa de algo que entregue resultado enquanto amadurece. Não depois.

O ponto que muda tudo

Existe um lugar onde a ambiguidade já foi resolvida

É o BI.

O modelo semântico do Power BI é exatamente a camada onde o time passou anos decidindo o que conta como faturamento líquido, qual filtro se aplica, qual regra vale e qual exceção existe. Está curado, validado e — o mais importante — já é usado para decidir.

Por isso o Data Hub começa por lá. Não porque o data lake seja ruim, mas porque o BI é onde o significado de negócio já foi acordado. Soluções que atuam sobre o lake ou o warehouse dependem de o catálogo estar certo; o Data Hub atua sobre a camada onde a resposta já existe.

Arquitetura do Data Hub — canais de acesso, camada de IA, motor determinístico, fronteira de confiança, ambiente do cliente e resposta
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As camadas

O que cada uma resolve

01

Canais de acesso

O usuário pergunta em português, de onde já trabalha. Web como canal principal, com Teams, WhatsApp e integração por API e MCP.

02

Camada de IA

É aqui que a pergunta humana vira consulta — e é aqui que a ambiguidade é tratada, em vez de ser empurrada para o usuário.

  • Interpretação e contexto — traduz a pergunta para a métrica certa, resolvendo sinônimos e apelidos internos que só aquela área usa
  • Orquestração — decide o que consultar, com que filtro e em que ordem
  • Regras e recusa — não responde o que não tem base para responder. Recusar é qualidade, não defeito
  • Identidade corporativa — autenticação via Entra ID
03

Motor determinístico

A camada que separa demonstração de produção. A conta não sai da IA.

  • Consulta as medidas e regras já validadas no modelo semântico
  • Não gera SQL livre e não cria métrica nova
  • Camada de validação barra o resultado que não fecha, antes de chegar ao usuário
  • Mesma pergunta, mesma resposta — sempre
04

Fronteira de confiança e seus dados

A IA consulta, nunca copia. O acesso é somente leitura, e o ambiente continua sendo o do cliente: Power BI e Microsoft Fabric no tenant da própria empresa, com os modelos semânticos que o time validou.

  • RLS e OLS preservados — quem enxerga o quê continua valendo
  • Os dados não saem do tenant e não alimentam a IA
05

Resposta

Texto, gráfico e insight na hora — rastreável por ID de execução e exportável.

Governança e segurança

O que fica garantido

Identidade

Autenticação corporativa via Entra ID — cada pergunta tem dono.

Permissões

RLS e OLS do ambiente preservados. A IA nunca vê mais do que o usuário veria.

Dados

Permanecem no ambiente do cliente. Sem cópia externa, sem base paralela.

Modelos

Sem retenção e sem treinamento de LLM com informação da empresa.

E, acima de tudo isso, o plano de controle: registro de perguntas, histórico por usuário, rastreabilidade por execução e métricas de uso — governança que aumenta com a adoção, em vez de diminuir.

Para levar

Cinco perguntas para avaliar qualquer solução

Serve para a nossa e para qualquer outra. Se a resposta a alguma delas for vaga, provavelmente a solução nunca saiu de prova de conceito.

De onde sai a conta?

Se quem calcula é a IA, uma hora vai divergir do BI. Tem que vir das medidas que o time já validou.

O que acontece quando a pergunta é ambígua?

Responder sempre é defeito, não qualidade. Precisa saber recusar.

A mesma pergunta dá a mesma resposta amanhã?

Sem determinismo não dá para colocar na frente da diretoria.

Quem enxerga o quê?

Se as permissões do BI não valem lá dentro, você criou um vazamento.

Como o custo se comporta quando o uso cresce?

Pergunte por teto e por cota antes de assinar, não depois.

Quer ver funcionando no seu cenário?

Em 30 minutos mostro a arquitetura inteira e um dashboard real respondendo pergunta em português — e a gente troca sobre o que vocês já tentaram.

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